Este blog foi criado por alunas do Curso Mediadores de Leitura|Santana do Livramento, com o propósito de divulgar os trabalhos e também artigos, vídeos e outras coisas interessantes sobre o assunto do blog. Com o final das atividades, o grupo foi desfeito, mas o blog continua com os mesmos propósitos e com alguns acréscimos por conta da pessoa que continua com a responsabilidade das postagens.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Afeto versus Habilidades: Escolhas para Professores
O artigo com o mesmo título desta postagem, escrito por Betty S Heathington, faz parte do livro "Incentivando o amor pela leitura".
O papel dos professores ao desenvolver e manter atitudes positivas, bem como mudar as atitudes negativas de seus alunos com relação à aprendizagem, é crucial nas escolas de hoje. Embora muitos professores pareçam concordar com essa afirmação, reconhecem que não dão prioridade máxima ao incentivo de atitudes positivas em suas salas de aula.. Quando forçados a escolher entre promover atitudes positivas ou enfatizar o desenvolvimento de habilidades, sua escolha recai sobre o desenvolvimento de habilidades, acreditando que elas sejam mais fundamentais para seus alunos.
Muitos estudiosos do processo argumentam que as atitudes em relação à alfabetização deveriam ser o centro do planejamento e das atividades de ensino dos professores. Huck (1973) afirma:
Se ensinamos uma criança a ler, mas se não desenvolvemos o gosto dela pela leitura, todo nosso ensino é em vão. Teremos produzido uma nação de “alfabetizados analfabetos” – aqueles que sabem ler, mas não lêem (p. 203).
Da mesma forma, as palavras de Smith (1983) nos lembram de onde deveriam estar nossas principais prioridades quando ensinamos os estudantes a lerem e a escreverem:
A alfabetização é como barcos e telescópios: úteis, mas não restritos a fins utilitários. Ensinar a ler e a escrever como se seu uso mais importante fosse para completar declarações de renda e solicitações de emprego é como usar um telescópio como prendedor de porta (p. viii).
Ele afirma ainda:
A tragédia real é que leitores e escritores competentes, bem como os menos capazes, saem da escola com uma aversão perpétua por leitura e escrita, a qual eles consideram como atividades puramente escolares, como “trabalho” trivial e tedioso (p. 115).
As afirmações do autor revelam a futilidade das tentativas de ensino dos professores, a menos que eles dêem prioridade às atitudes dos estudantes em relação à alfabetização. Como salientam os autores, os estudantes não serão leitores e escritores para toda a vida a não ser que os professores reforcem uma alegria pelo aprendizado em suas atividades. Para verem a alfabetização como prazerosa, os estudantes precisam estar cercados todos os dias por experiências recompensadoras na leitura e na escrita. Se forem forçados a se envolverem em atividades que consideram desnecessárias, serão levados a adotar uma atitude de aversão por aqueles compromissos e de evitar atividades literárias quando deixarem a escola. Isso não significa que um foco no afeto impedirá o desenvolvimento de habilidades. De fato, o resultado oposto deve ser alcançado com estudantes cujos professores mantêm o afeto como prioridade máxima: de acordo com o aumento do envolvimento dos estudantes em atividades de alfabetização, maiores serão suas realizações escolares.
Os professores devem examinar continuamente suas crenças sobre o ensino da alfabetização. Essas crenças vieram de muitos eventos e de muitas fontes passadas: como eles foram ensinados na escola enquanto crianças; como eles foram educados para ensinar por seus professores em cursos de magistério; como eles foram treinados por seus professores monitores em escolas públicas durante seus estágios; como seus colegas ensinam; como eles aprenderam a ensinar por sua própria conta. As crenças formam a base do papel que eles desempenharão no incentivo de atitudes em relação à alfabetização. Se os professores não considerarem a esfera afetiva como o foco central ou condutor nas atividades de alfabetização, eles provavelmente não acreditarão que esse foco seja necessário. As crenças derivadas de experiências, são refletidas nos comportamentos. Portanto, os professores também precisam examinar seus comportamentos e suas práticas de sala de aula para determinar se o papel que eles desempenham incentiva atitudes positivas em relação à alfabetização.
Para resumir, os papéis dos professores no incentivo de atitudes positivas em relação à alfabetização devem incluir os seguintes aspectos:
Defensores que promovem atitudes como prioridade máxima para qualquer atividade de alfabetização. As atitudes dos estudantes em relação às atividades de alfabetização, e não o desenvolvimento de habilidades, devem ser o foco do professor. Os professores precisam acreditar que todos os estudantes podem ter atitudes positivas em relação à alfabetização, independentemente de sexo, raça ou cultura.
Líderes que saibam o que é melhor para os estudantes. Os professores inteligentes percebem que as decisões que tomam influenciarão os hábitos de leitura vitalícios de seus alunos. Eles devem buscar constantemente o conhecimento que os ajude a tornar as atividades de leitura e escrita agradáveis.
Colaboradores que contam com a ajuda de outros para reforçar atitudes positivas nos estudantes. Estudantes, pais e voluntários podem ajudar os professores a planejarem atividades de alfabetização e a encorajarem os alunos, fornecendo reforço positivo.
Promotores que encontrem tempo para estimular a alfabetização e para elogiar as realizações de seus alunos. Quando os estudantes acham uma atividade de alfabetização agradável, os professores podem incentivar o prazer contínuo de alguma forma festiva na sala de aula. As celebrações do alcance de objetivos tornam-se a ênfase, não os erros de leitura e escrita dos alunos.
Esses quatro papéis permitirão que os professores incentivem verdadeiramente atitudes positivas em relação à leitura e escrita em seus alunos e estimulem a leitura para toda a vida por pessoas que não apenas usem a capacidade de ler e escrever, mas também saibam apreciar aquilo que lêem.
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