Este blog foi criado por alunas do Curso Mediadores de Leitura|Santana do Livramento, com o propósito de divulgar os trabalhos e também artigos, vídeos e outras coisas interessantes sobre o assunto do blog. Com o final das atividades, o grupo foi desfeito, mas o blog continua com os mesmos propósitos e com alguns acréscimos por conta da pessoa que continua com a responsabilidade das postagens.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Final de Ano
O ano letivo chegou ao fim e, infelimente, não chegamos a fazer a avaliação final conforme pretendíamos. Alguns problemas particulares e desacertos de horários foram algumas das causas dessa falha. Mas temos certeza de que contribuímos para que nossos alunos tenham desenvolvido amor pela leitura. Isso é o mais importante no momento. No próximo ano, veremos.
Embora com atraso, vai nossa mensagem de final de ano.Fazemos nossa a mensagem retirada do YOUTUBE.
Um maravilhoso 2012 a todos e a todas.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Afeto versus Habilidades: Escolhas para Professores
O artigo com o mesmo título desta postagem, escrito por Betty S Heathington, faz parte do livro "Incentivando o amor pela leitura".
O papel dos professores ao desenvolver e manter atitudes positivas, bem como mudar as atitudes negativas de seus alunos com relação à aprendizagem, é crucial nas escolas de hoje. Embora muitos professores pareçam concordar com essa afirmação, reconhecem que não dão prioridade máxima ao incentivo de atitudes positivas em suas salas de aula.. Quando forçados a escolher entre promover atitudes positivas ou enfatizar o desenvolvimento de habilidades, sua escolha recai sobre o desenvolvimento de habilidades, acreditando que elas sejam mais fundamentais para seus alunos.
Muitos estudiosos do processo argumentam que as atitudes em relação à alfabetização deveriam ser o centro do planejamento e das atividades de ensino dos professores. Huck (1973) afirma:
Se ensinamos uma criança a ler, mas se não desenvolvemos o gosto dela pela leitura, todo nosso ensino é em vão. Teremos produzido uma nação de “alfabetizados analfabetos” – aqueles que sabem ler, mas não lêem (p. 203).
Da mesma forma, as palavras de Smith (1983) nos lembram de onde deveriam estar nossas principais prioridades quando ensinamos os estudantes a lerem e a escreverem:
A alfabetização é como barcos e telescópios: úteis, mas não restritos a fins utilitários. Ensinar a ler e a escrever como se seu uso mais importante fosse para completar declarações de renda e solicitações de emprego é como usar um telescópio como prendedor de porta (p. viii).
Ele afirma ainda:
A tragédia real é que leitores e escritores competentes, bem como os menos capazes, saem da escola com uma aversão perpétua por leitura e escrita, a qual eles consideram como atividades puramente escolares, como “trabalho” trivial e tedioso (p. 115).
As afirmações do autor revelam a futilidade das tentativas de ensino dos professores, a menos que eles dêem prioridade às atitudes dos estudantes em relação à alfabetização. Como salientam os autores, os estudantes não serão leitores e escritores para toda a vida a não ser que os professores reforcem uma alegria pelo aprendizado em suas atividades. Para verem a alfabetização como prazerosa, os estudantes precisam estar cercados todos os dias por experiências recompensadoras na leitura e na escrita. Se forem forçados a se envolverem em atividades que consideram desnecessárias, serão levados a adotar uma atitude de aversão por aqueles compromissos e de evitar atividades literárias quando deixarem a escola. Isso não significa que um foco no afeto impedirá o desenvolvimento de habilidades. De fato, o resultado oposto deve ser alcançado com estudantes cujos professores mantêm o afeto como prioridade máxima: de acordo com o aumento do envolvimento dos estudantes em atividades de alfabetização, maiores serão suas realizações escolares.
Os professores devem examinar continuamente suas crenças sobre o ensino da alfabetização. Essas crenças vieram de muitos eventos e de muitas fontes passadas: como eles foram ensinados na escola enquanto crianças; como eles foram educados para ensinar por seus professores em cursos de magistério; como eles foram treinados por seus professores monitores em escolas públicas durante seus estágios; como seus colegas ensinam; como eles aprenderam a ensinar por sua própria conta. As crenças formam a base do papel que eles desempenharão no incentivo de atitudes em relação à alfabetização. Se os professores não considerarem a esfera afetiva como o foco central ou condutor nas atividades de alfabetização, eles provavelmente não acreditarão que esse foco seja necessário. As crenças derivadas de experiências, são refletidas nos comportamentos. Portanto, os professores também precisam examinar seus comportamentos e suas práticas de sala de aula para determinar se o papel que eles desempenham incentiva atitudes positivas em relação à alfabetização.
Para resumir, os papéis dos professores no incentivo de atitudes positivas em relação à alfabetização devem incluir os seguintes aspectos:
Defensores que promovem atitudes como prioridade máxima para qualquer atividade de alfabetização. As atitudes dos estudantes em relação às atividades de alfabetização, e não o desenvolvimento de habilidades, devem ser o foco do professor. Os professores precisam acreditar que todos os estudantes podem ter atitudes positivas em relação à alfabetização, independentemente de sexo, raça ou cultura.
Líderes que saibam o que é melhor para os estudantes. Os professores inteligentes percebem que as decisões que tomam influenciarão os hábitos de leitura vitalícios de seus alunos. Eles devem buscar constantemente o conhecimento que os ajude a tornar as atividades de leitura e escrita agradáveis.
Colaboradores que contam com a ajuda de outros para reforçar atitudes positivas nos estudantes. Estudantes, pais e voluntários podem ajudar os professores a planejarem atividades de alfabetização e a encorajarem os alunos, fornecendo reforço positivo.
Promotores que encontrem tempo para estimular a alfabetização e para elogiar as realizações de seus alunos. Quando os estudantes acham uma atividade de alfabetização agradável, os professores podem incentivar o prazer contínuo de alguma forma festiva na sala de aula. As celebrações do alcance de objetivos tornam-se a ênfase, não os erros de leitura e escrita dos alunos.
Esses quatro papéis permitirão que os professores incentivem verdadeiramente atitudes positivas em relação à leitura e escrita em seus alunos e estimulem a leitura para toda a vida por pessoas que não apenas usem a capacidade de ler e escrever, mas também saibam apreciar aquilo que lêem.
Um passeio às Cataratas do Iguaçu
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Projeto Vivenciando a leitura - Slideshow
Projeto de Mediação de Leitura Slideshow: Carmem’s trip to Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil was created by TripAdvisor. See another Santana do Livramento slideshow. Create a free slideshow with music from your travel photos.
ELOGIE DO JEITO CERTO Por Marcos Meier*
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” . e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode
modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído
como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
* Marcos Meier é psicólogo, professor de Matemática e mestre em Educação. Especialista na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva de Reuven Feuerstein, em Israel. Também conhecida como teoria da Mediação da Aprendizagem.
Postagem realizada a partir do Blog http://ministerioforcaparaviver.blogspot.com/
sábado, 19 de novembro de 2011
Nosso Habitat
Meu Habitat Slideshow: Carmem’s trip to Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, Brasil was created by TripAdvisor. See another Santana do Livramento slideshow. Create your own stunning free slideshow from your travel photos.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
A relação entre as Artes e o Desenvolvimento da Alfabetização
Continuando o assunto da postagem do dia 7, falamos agora sobre a relação entre as artes e a alfabetização.
As artes
são fundamentais para o desenvolvimento da alfabetização e do pensamento para
todas as pessoas. Elas levam os estudantes a comunicarem-se de forma única
através das barreiras lingüísticas e culturais, favorecendo a disciplina, a
concentração e a auto-estima. A educação artística melhora a cognição, promove
relações sociais, estimula o desenvolvimento pessoal, ajuda a manter os alunos
na escola, promove avanço na discussão de temas e encoraja a cidadania
produtiva. As artes fornecem muitos modos de representação, linguagens
necessárias para entender e expressar esses modos, e experiências sensoriais
que estimulam a mente a formar novas idéias, novas perspectivas e novas
combinações de linguagens.
O
envolvimento nas artes estimula o pensamento representativo. Esse pensamento,
de natureza altamente não-verbal e imaginativa, é a base do julgamento de
analogia, de metáfora e de substituição simbólica. Para as crianças pequenas, o
pensamento representativo pode ser expresso através de formas diferentes, como
gestos e linguagem corporal, jogo, modelagem, tarefas de construção, desenho e
pintura. Para as crianças mais maduras, a
habilidade e a técnica de cada tipo de arte podem ser ampliadas para
incluir todos os vários tipos que a imaginação pode criar. Portanto, as artes
fornecem um meio para a mente alcançar alturas criativas, abordar e resolver
problemas de formas alternativas. Quanto mais atos criativos uma pessoa
experimenta, quer sejam de uma outra pessoa, quer sejam dela própria, mais rica
é a existência dessa pessoa.
A
exploração estética (estudo de obras de arte e/ou de artistas, ligadas a algum
tema de estudo, bem como a experimentação das técnicas por eles utilizadas)
desperta as habilidades perceptivas, intelectuais, lingüísticas e estéticas dos
alunos. Esse tipo de abordagem aumenta o repertório de imagens dos alunos, o
que contribui para a formação de uma base chamada de base alusiva. Se essa base
estiver empobrecida, o leitor ou o ouvinte pode não compreender total e
ricamente. Uma grande vantagem da exploração estética é que ela pode ser
ensinada através do uso de quaisquer meios, requer pouco talento artístico
criativo por parte do professor e fornece expansão de conceito e de
vocabulário.
As artes,
na abordagem educacional, apresentam uma forma holística de fornecer conteúdo,
técnica, vocabulário e conhecimento histórico para usar a linguagem
significativa e produtivamente em muitos contextos do currículo. Além disso,
quando os estudantes envolvem-se em conversas sobre arte, eles também estão
envolvidos em habilidades que têm uma relação direta com a leitura. Portanto, a
arte pode ser uma força poderosa para a produção da narrativa ou para a
interpretação da literatura.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Notícias recentes da turma...
Nesta última quarta-feira, finalmente, olhamos o vídeo "Os Três Porquinhos". Depois disso, houve representação, cantoria, desenho e, para alguns, escrita. Vejam as fotos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Importância da Literatura para Leitores em Desenvolvimento
Essa postagem está baseada na
primeira parte do artigo “A Literatura e as Artes Visuais: Motivações
Naturais para a Alfabetização" de Richard
Sinatra, que faz parte do livro, citado anteriormente, "Incentivando o Amor pela Leitura".
Muitas
pessoas têm reconhecido a importância da literatura em fornecer uma base sadia
para a educação humanística. A educação artística básica, composta de literatura,
arte visual e design, arte da representação e arte da mídia fornecem aos
estudantes instrumentos para criar, comunicar e fazer escolhas instruídas e
críticas.
A imersão
na literatura, como forma de arte e conteúdo de leitura, pode realizar cinco
objetivos para leitores em desenvolvimento. Primeiro, a literatura mostra os
seres humanos em seu melhor ângulo. Eles lutam por algo contra todas as
adversidades. Conforme os jovens lêem e percebem a luta que eles próprios têm
que vencer, podem aprender a igualar e avaliar a condição humana.
Segundo,
a literatura como forma de discurso é facilmente compreensível para leitores
jovens. Afora a poesia, a literatura é geralmente distinguida como a forma de
discurso da ficção, e seu estilo é narrativo. As crianças usam e dependem da
narrativa para sua primeira forma de pensamento. E, embora o desenvolvimento do
discurso narrativo das crianças inicie a partir de suas vidas cotidianas, à
proporção que elas contam fatos sobre si mesmas e sobre os outros, seu
entendimento da experiência humana aumenta quando elas têm conhecimento das
narrativas folclóricas e culturais que são transmitidas através das gerações.
Além disso, quando as crianças menores colocam-se nos papéis de observadores na
narrativa, elas recebem ajuda na aquisição da alfabetização.
Terceiro,
através da literatura, os leitores aprendem que a linguagem é usada de maneiras
ricas e criativas. As formas como as palavras são usadas e as frases arranjadas
são percebidas na imaginação do escritor. Os leitores, por outro lado, imaginam
a justaposição de vocabulário e de frases à medida que tentam recriar a
essência da visão do escritor. Quanto mais o vocabulário colore o caminho de
riqueza e de textura, mais o leitor alcança visões de significado esteticamente
apelativas enquanto aprende novas palavras.
Quarto, a
literatura dá acesso a experiências estéticas que são tão prazerosas quanto
envolventes: elas nos deixam felizes ou satisfeitos e dominam o nosso foco
durante a leitura. Durante a leitura estética, o leitor experimenta e aprecia
as idéias, as situações, as cenas, as personalidades e as emoções que são
evocadas e participa das tensões, dos conflitos e das resoluções à medida que
estas se desenrolam. A leitura estética ajuda pessoas a se tornarem leitores
para toda a vida.
Finalmente,
o milagre e o prazer da literatura podem ser facilmente integrados e traduzidos
para outras formas de arte. Freqüentemente, as crianças revelam a majestade de
sus imaginações quando interpretam narrativas através de arte visual, do drama
e da música. Seus desenhos, por exemplo, refletem seu entendimento do texto não
apenas de modo literal, mas também expressiva e esteticamente.
sábado, 5 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Atitudes do Professor e Progresso da Leitura
A seguir o resumo de um dos artigos do livro Incentivando o amor pela leitura.
"Como as Atitudes do Professor Influenciam o Progresso da Leitura", de Dwyer e Dwyer.
Não temos como saber, com certeza, o que muda a atitude ou a capacidade de leitura dos alunos, mas a atitude do professor, durante os anos escolares, influencia mais do que qualquer outro fator ou combinação de fatores. A competência para ensinar, juntamente com a atitude positiva e outras qualidades afetivas incentivam o desejo e o gosto pela leitura.
Geralmente pensamos em reforma educacional como alguma coisa de âmbito nacional, mas ela deve ser vista mais como uma questão local e até mesmo pessoal. A aprendizagem se dá muito mais por estar o aluno em um ambiente de ensino no qual se sinta valorizado e capaz de aprender, do que por determinações do sistema educacional.
Estudos enfatizam o desenvolvimento cognitivo, mas reconhecem, também, a influência do afeto no aprendizado. Pesquisadores salientam a importância das expectativas do professor relativas ao desempenho e à capacidade de aprendizado dos alunos.
Pesquisa sobre boas escolas e professores eficientes, realizada entre 1970 e 1985, enfatizava a importância de considerações afetivas entre professores, incluindo especificamente:
1. altas expectativas para os alunos e para eles próprios como professores;
2. atitudes de afeto e cuidado demonstradas aos alunos;
3. ensino focalizado mais nas necessidades dos alunos do que no conteúdo específico;
4. ensino altamente flexível, entusiástico e imaginativo;
5. altos níveis de conforto pessoal durante as interações com os alunos.
Uma pesquisa sobre ensino eficaz apontou as seguintes características do professor para obter um ensino eficaz:
1. clareza ao apresentar instruções, expectativas e informações;
2. capacidade de lidar flexivelmente com programas instrucionais para satisfazer às necessidades individuais dos alunos;
3. entusiasmo pela matéria e pelo ensino.
Esses pesquisadores constataram desempenhos consistentemente superiores entre alunos cujos professores ofereciam apoio psicológico além do apoio acadêmico. Esse apoio psicológico consistia em reforço de comportamento desejável, reconhecimento da qualidade do trabalho com ênfase às conquistas e evitação de críticas sempre que possível.
Outra pesquisa constatou que, em escolas que avançavam rumo a uma maior eficácia, os professores demonstravam uma combinação de atitudes positivas e altas expectativas para com os alunos, boas estratégias de manejo de sala de aula e práticas instrutivas adequadas. Os pesquisadores concordam que, quando os professores demonstram atitudes positivas em relação a seus alunos, acreditando serem aprendizes capazes, os alunos, de fato, obtêm mais sucesso em suas atividades.
Várias pesquisas comprovaram que os mais proeminentes comportamentos estimuladores dos professores para a aprendizagem dos alunos eram expressão vocal, sorriso e uma postura corporal relaxada.
Todas essas pesquisas, e muitas outras, têm salientado as atitudes do professor como o fator mais influente na aprendizagem dos alunos. As competências dos professores, juntamente com considerações afetivas são os fatores mais importantes relativos ao aprendizado. As crianças devem experimentar o sucesso, especialmente quando estão aprendendo a ler. A aprendizagem da leitura é a experiência mais importante de crianças da escola fundamental – tão importante a ponto de determinar os níveis de sucesso ou de fracasso durante todos os anos escolares.
“Professores positivos criam leitores entusiásticos.”
CRVP
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