Vivenciando a Leitura
Justificativa:
A situação no município
• Escolas
• Bibliotecas
• Livrarias
O cenário da cultura letrada no país
A importância da leitura para mudar essa realidade
Objetivos:
Geral:
Contribuir para a mudança do cenário educacional e cultural do nosso município.
Específicos:
• Incentivar o gosto pela leitura através de atividades diversificadas.
• Promover a melhoria do desempenho linguístico dos alunos envolvidos.
• Auxiliar o trabalho da escola.
• Contribuir para o sucesso escolar das crianças.
Público-Alvo:
Uma turma de 2º ano da E. M. E. F. João Souto Duarte.
Metodologia
a) Desenvolvimento de atividades variadas, tais como:
• Diálogo a respeito da vida das crianças (rotinas, gostos, dificuldades, expectativas, etc.).
• Leitura (pelas Mediadoras) de contos, fábulas, etc.
• Leitura individual pelas crianças.
• Diálogo com as crianças a respeito das leituras feitas.
• Dramatizações, ilustrações, redações.
• Experimentações com computador.
b) Contato freqüente com a professora e a escola para saber da situação de cada criança e debater estratégias de trabalho.
c) Realização de uma avaliação inicial de cada criança, de avaliações periódicas durante a realização do trabalho e de um relatório final.
Parcerias:
E. M. E. F. João Souto Duarte: Alunos
SESI: Livros
CADAE: Local
CID: Local e computadores
Avaliação:
O trabalho será considerado positivo se, ao final do ano, os alunos demonstrarem melhoria significativa em seu desempenho escolar e tiverem tornado-se leitores contumazes.
Observação:
Não foi possível colocar o cronograma de atividades.
Esse trabalho é apenas um projeto, estando sujeito a mudanças e acréscimos, principalmente no que se refere a parcerias.
Este blog foi criado por alunas do Curso Mediadores de Leitura|Santana do Livramento, com o propósito de divulgar os trabalhos e também artigos, vídeos e outras coisas interessantes sobre o assunto do blog. Com o final das atividades, o grupo foi desfeito, mas o blog continua com os mesmos propósitos e com alguns acréscimos por conta da pessoa que continua com a responsabilidade das postagens.
Seguidores
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Sinta-se à vontade para ler, xeretar e opinar.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Minha poesia
MEU DESEJO
Desejo a vocês, de coração,
Alegria e festas de verão,
Perfume de primaveras
E aconchego de todas as eras.
Que revejam uma velha amizade,
E a conservem pela eternidade.
Que novos amigos se acheguem
E esse círculo aumentem.
Façam seu trabalho com amor
E vivam sem mau-humor .
Digam palavras amáveis
E tenham surpresas agradáveis.
Riam como uma criança
E não percam a esperança
Continuem a sonhar
Para a realidade transformar.
Não percam a fé em Deus
E a compartilhem com os amados seus.
Outra coisa a desejar não vejo;
Esse é o meu desejo.
Carmem Regina Vijande Pedrozo
Janeiro de 2011
Desejo a vocês, de coração,
Alegria e festas de verão,
Perfume de primaveras
E aconchego de todas as eras.
Que revejam uma velha amizade,
E a conservem pela eternidade.
Que novos amigos se acheguem
E esse círculo aumentem.
Façam seu trabalho com amor
E vivam sem mau-humor .
Digam palavras amáveis
E tenham surpresas agradáveis.
Riam como uma criança
E não percam a esperança
Continuem a sonhar
Para a realidade transformar.
Não percam a fé em Deus
E a compartilhem com os amados seus.
Outra coisa a desejar não vejo;
Esse é o meu desejo.
Carmem Regina Vijande Pedrozo
Janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
COLA-TUDO
Flora Figueiredo
Encontrei um verso fraturado,
caído na esquina da rua do lado,
Tinha se perdido de um coração saudoso
que passava por ali, desiludido.
Coloquei-o de pé,
emendei seus pedaços,
refiz suas linhas,
retoquei seus traços.
Afaguei suas dores como se fossem minhas.
Agora, novamente estruturado,
espero que ele não olhe para trás
e não misture sonhos
com amargas falências do passado;
que saiba enfeitar a estrela lá na frente
com fartos laços de rima colorida.
... pois é para o futuro que caminham
todos os passos apressados desta vida.
Flora Figueiredo
Encontrei um verso fraturado,
caído na esquina da rua do lado,
Tinha se perdido de um coração saudoso
que passava por ali, desiludido.
Coloquei-o de pé,
emendei seus pedaços,
refiz suas linhas,
retoquei seus traços.
Afaguei suas dores como se fossem minhas.
Agora, novamente estruturado,
espero que ele não olhe para trás
e não misture sonhos
com amargas falências do passado;
que saiba enfeitar a estrela lá na frente
com fartos laços de rima colorida.
... pois é para o futuro que caminham
todos os passos apressados desta vida.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Galeno Amorim é o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional
Nome do escritor ribeirãopretano foi anunciado nesta sexta-feira (21)
21/01/2011 - 17:02
Da redação
O escritor e jornalista de Ribeirão Preto, Galeno Amorim é o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21), pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
A Fundação Biblioteca Nacional abriga uma das mais tradicionais instituições de cultura do País, e também é uma das oito maiores bibliotecas do mundo.
Galeno Amorim é diretor do Observatório do Livro e da Leitura e considerado um dos maiores especialistas em políticas públicas do livro e leitura da América Latina. Foi responsável pela criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos ministérios da Cultura e da Educação. Na ocasião, dirigiu a área do livro e leitura na Fundação Biblioteca Nacional e no Ministério da Cultura. Criou e dirigiu programas como o Fome de Livro (para zerar o número de cidades sem bibliotecas), o Ano Ibero-americano da Leitura (VivaLeitura), a Câmara Setorial, o Prêmio Vivaleitura e a desoneração fiscal do livro, entre outros.
Galeno já presidiu o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco) e foi consultor de políticas públicas da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, Ciências e Cultura, com sede na Espanha. Também integrou os conselhos estaduais de leitura dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Iniciou sua carreira pública em Ribeirão, onde foi secretário de Cultura. Criou, em 2001, a Feira do Livro de Ribeirão Preto, uma das maiores do País e a primeira Lei do Livro entre as cidades brasileiras. Em três anos, abriu 80 bibliotecas e aumentou seis vezes o índice de leitura da população.
Galeno Amorim é autor de 16 livros, entre ensaios e literatura infanto juvenil, com tiragem total de 350 mil exemplares. Entre as obras publicadas, estão Políticas Públicas do Livro e Leitura (OEI/Editora Unesp) e Retratos da Leitura no Brasil (Imprensa Oficial/Instituto Pró-Livro), com os resultados e análises da pesquisa do mesmo nome, que ele coordenou.
Ex-professor de Ética e Legislação no Jornalismo e diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo nas décadas de 1980/1990, Galeno atuou durante mais de 30 anos no jornalismo. Trabalhou em O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Agência Estado e Rede Globo, entre outros.
Criou e dirigiu diversas instituições ligadas à área do livro e leitura, como a Fundação Instituto do Livro, a Fundação Feira do Livro e a Fundação Palavra Mágica, entre outros. Em 2006, liderou o Manifesto do Povo do Livro, entregue aos candidatos a presidente da República. Já recebeu diversos prêmios como personalidade do livro no País.
21/01/2011 - 17:02
Da redação
O escritor e jornalista de Ribeirão Preto, Galeno Amorim é o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21), pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
A Fundação Biblioteca Nacional abriga uma das mais tradicionais instituições de cultura do País, e também é uma das oito maiores bibliotecas do mundo.
Galeno Amorim é diretor do Observatório do Livro e da Leitura e considerado um dos maiores especialistas em políticas públicas do livro e leitura da América Latina. Foi responsável pela criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos ministérios da Cultura e da Educação. Na ocasião, dirigiu a área do livro e leitura na Fundação Biblioteca Nacional e no Ministério da Cultura. Criou e dirigiu programas como o Fome de Livro (para zerar o número de cidades sem bibliotecas), o Ano Ibero-americano da Leitura (VivaLeitura), a Câmara Setorial, o Prêmio Vivaleitura e a desoneração fiscal do livro, entre outros.
Galeno já presidiu o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco) e foi consultor de políticas públicas da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, Ciências e Cultura, com sede na Espanha. Também integrou os conselhos estaduais de leitura dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Iniciou sua carreira pública em Ribeirão, onde foi secretário de Cultura. Criou, em 2001, a Feira do Livro de Ribeirão Preto, uma das maiores do País e a primeira Lei do Livro entre as cidades brasileiras. Em três anos, abriu 80 bibliotecas e aumentou seis vezes o índice de leitura da população.
Galeno Amorim é autor de 16 livros, entre ensaios e literatura infanto juvenil, com tiragem total de 350 mil exemplares. Entre as obras publicadas, estão Políticas Públicas do Livro e Leitura (OEI/Editora Unesp) e Retratos da Leitura no Brasil (Imprensa Oficial/Instituto Pró-Livro), com os resultados e análises da pesquisa do mesmo nome, que ele coordenou.
Ex-professor de Ética e Legislação no Jornalismo e diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo nas décadas de 1980/1990, Galeno atuou durante mais de 30 anos no jornalismo. Trabalhou em O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Agência Estado e Rede Globo, entre outros.
Criou e dirigiu diversas instituições ligadas à área do livro e leitura, como a Fundação Instituto do Livro, a Fundação Feira do Livro e a Fundação Palavra Mágica, entre outros. Em 2006, liderou o Manifesto do Povo do Livro, entregue aos candidatos a presidente da República. Já recebeu diversos prêmios como personalidade do livro no País.
sábado, 22 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Modigliani - Retrato de Jeanne Hébuterne - 1918
Leilão de Mim
Quem quer uma cabeça
Cheia de pensamentos confusos,
Repleta de sonhos tolos
E desejos sem usos?
Quem quer dois olhos
Antes brilhantes,
Agora embaçados,
Que, de tanto chorar,
Estão acabados?
Quem quer um coração de pedra,
Sem dono e sem direção,
Que pelos muitos enganos
Vive agora em solidão?
Quem quer um corpo embrutecido
Pela ausência do amor?
Que esqueceu de abraçar,
E só sabe agora arranhar?
Quem quer sentimentos amargos
Pela distância dos amados?
Quem quer uma amiga, uma amante
Que, como uma criança,
Não perdeu a esperança?
Se você quiser arriscar,
Não deixe de telefonar.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Uma Cartomante Binacional
Sancho Pança dizia a D. Quixote: “Yo no creo em brujas, pero que las hay las hay”.
Era o mesmo que dizia, em outras palavras, a jovem Lúcia ao seu amado Fernando, numa quarta-feira de janeiro de 2011, quando este zombava dela por ter ido consultar uma cartomante.
– Podes debochar. Os homens são assim: fingem não acreditar em nada dessas coisas mas, no fundo, sabem que há coisas que não podemos explicar. Fica sabendo que eu fui e ela, de saída, adivinhou o motivo da consulta. Começou a botar as cartas e já foi me dizendo: “Eres casada e te gusta otro hombre”. Confirmei e ela continuou a botar as cartas. No fim, disse que eu tinha medo que tu me abandonasses, mas que isso não aconteceria.
– Te enganou! cortou Fernando, às gargalhadas.
– Não fala assim, Fernando. Se tu soubesses como ando preocupada com essa situação! Aliás, já sabes, porque não é a primeira vez que te falo disso. Não debocha dos meus sentimentos.
Fernando abraçou-a, jurando que era louco por ela e que seus receios não passavam de bobagens de criança. Mas assim mesmo, quando ela tivesse algum receio, poderia consultar a ele mesmo. Era perigoso, na situação em que estavam, abrir-se com uma desconhecida.
Lúcia afirmou:
– Tive muito cuidado; ninguém me viu entrar na casa. A cartomante me disse ainda que eu tinha muita sorte de ser amada por dois homens.
– E onde fica a casa? – perguntou Fernando, de cara feia pelos “dois homens”.
– Fica lá na linha, na Tamandaré, 203. É uma pecinha lá no fundo; ninguém vê a gente.
Depois de conversarem mais um pouco, separaram-se contentes, crentes no amor de um pelo outro.
Lúcia era uma jovem senhora, casada com um homem bem mais velho, Venâncio, que era louco por sua mulher, mas que a deixava sozinha muitos dias, para atender a estância. Fernando era amigo de Venâncio e começou a freqüentar a casa do amigo. Lá conheceu Lúcia. Muitas coisas em comum levaram a uma amizade que, aos poucos se transformou em paixão. Em breve, passaram a se encontrar em uma casinha, em Rivera, alugada por Fernando para esse fim.
Apesar da paixão, Fernando se sentia muito mal quando se encontrava com o amigo e, principalmente, quando freqüentava a casa. Aos poucos foi se afastando, não visitando mais o casal. Sobraram apenas os encontros na casinha de Rivera.
Esquecemos de contar que Fernando estava noivo e que sua noiva também se queixava do abandono do noivo. Fernando e a noiva, Helena, costumavam freqüentar juntos a casa de Venâncio e Lúcia. Como Fernando se afastara, Helena, algumas vezes, foi sozinha à casa dos amigos, procurandoo consolo para a desatenção de Fernando.
Fernando receava que Venâncio descobrisse seu caso com Lúcia, por isso se afastara. Um dia, andando nas imediações da casa da cartomante, recebeu um telefonema de Lúcia:
– Fernando, vem urgente. Preciso falar contigo. – e desligou.
Fernando ficou apreensivo: o que teria acontecido? Resolveu aproveitar a proximidade da casa da cartomante para fazer uma consulta.
Entrou e foi logo atendido. A cartomante falou:
– Tu quieres saber de tu futuro com tu amada.
Fernando confirmou e a cartomante prosseguiu:
– Estás com miedo que não dê certo el relacionamento de ustedes. Hay otro hombre...
Fernando acenou, maravilhado.
– Puedes quedar tranquilo. Está todo cierto. Ustedes terão um futuro maravilloso.
Fernando pagou a consulta e saiu tranqüilo.
Resolveu esperar um pouco mais para encontrar-se com Lúcia.
À noite, foi à casa de Lúcia e Venâncio. Encontrou a casa toda revirada e Lúcia com os olhos inchados de tanto chorar.
– O que houve? – perguntou.
– O Venâncio... O Venâncio me abandonou...
– Mas isso é ótimo! – afirmou Fernando. Agora podemos viver tranqüilos.
– Mas ele me abandonou por outra mulher! – exclamou Lúcia.
– E o que tem isso?
– Ele me abandonou pela Helena! Pretendem se casar assim que o divórcio sair...
Era o mesmo que dizia, em outras palavras, a jovem Lúcia ao seu amado Fernando, numa quarta-feira de janeiro de 2011, quando este zombava dela por ter ido consultar uma cartomante.
– Podes debochar. Os homens são assim: fingem não acreditar em nada dessas coisas mas, no fundo, sabem que há coisas que não podemos explicar. Fica sabendo que eu fui e ela, de saída, adivinhou o motivo da consulta. Começou a botar as cartas e já foi me dizendo: “Eres casada e te gusta otro hombre”. Confirmei e ela continuou a botar as cartas. No fim, disse que eu tinha medo que tu me abandonasses, mas que isso não aconteceria.
– Te enganou! cortou Fernando, às gargalhadas.
– Não fala assim, Fernando. Se tu soubesses como ando preocupada com essa situação! Aliás, já sabes, porque não é a primeira vez que te falo disso. Não debocha dos meus sentimentos.
Fernando abraçou-a, jurando que era louco por ela e que seus receios não passavam de bobagens de criança. Mas assim mesmo, quando ela tivesse algum receio, poderia consultar a ele mesmo. Era perigoso, na situação em que estavam, abrir-se com uma desconhecida.
Lúcia afirmou:
– Tive muito cuidado; ninguém me viu entrar na casa. A cartomante me disse ainda que eu tinha muita sorte de ser amada por dois homens.
– E onde fica a casa? – perguntou Fernando, de cara feia pelos “dois homens”.
– Fica lá na linha, na Tamandaré, 203. É uma pecinha lá no fundo; ninguém vê a gente.
Depois de conversarem mais um pouco, separaram-se contentes, crentes no amor de um pelo outro.
Lúcia era uma jovem senhora, casada com um homem bem mais velho, Venâncio, que era louco por sua mulher, mas que a deixava sozinha muitos dias, para atender a estância. Fernando era amigo de Venâncio e começou a freqüentar a casa do amigo. Lá conheceu Lúcia. Muitas coisas em comum levaram a uma amizade que, aos poucos se transformou em paixão. Em breve, passaram a se encontrar em uma casinha, em Rivera, alugada por Fernando para esse fim.
Apesar da paixão, Fernando se sentia muito mal quando se encontrava com o amigo e, principalmente, quando freqüentava a casa. Aos poucos foi se afastando, não visitando mais o casal. Sobraram apenas os encontros na casinha de Rivera.
Esquecemos de contar que Fernando estava noivo e que sua noiva também se queixava do abandono do noivo. Fernando e a noiva, Helena, costumavam freqüentar juntos a casa de Venâncio e Lúcia. Como Fernando se afastara, Helena, algumas vezes, foi sozinha à casa dos amigos, procurandoo consolo para a desatenção de Fernando.
Fernando receava que Venâncio descobrisse seu caso com Lúcia, por isso se afastara. Um dia, andando nas imediações da casa da cartomante, recebeu um telefonema de Lúcia:
– Fernando, vem urgente. Preciso falar contigo. – e desligou.
Fernando ficou apreensivo: o que teria acontecido? Resolveu aproveitar a proximidade da casa da cartomante para fazer uma consulta.
Entrou e foi logo atendido. A cartomante falou:
– Tu quieres saber de tu futuro com tu amada.
Fernando confirmou e a cartomante prosseguiu:
– Estás com miedo que não dê certo el relacionamento de ustedes. Hay otro hombre...
Fernando acenou, maravilhado.
– Puedes quedar tranquilo. Está todo cierto. Ustedes terão um futuro maravilloso.
Fernando pagou a consulta e saiu tranqüilo.
Resolveu esperar um pouco mais para encontrar-se com Lúcia.
À noite, foi à casa de Lúcia e Venâncio. Encontrou a casa toda revirada e Lúcia com os olhos inchados de tanto chorar.
– O que houve? – perguntou.
– O Venâncio... O Venâncio me abandonou...
– Mas isso é ótimo! – afirmou Fernando. Agora podemos viver tranqüilos.
– Mas ele me abandonou por outra mulher! – exclamou Lúcia.
– E o que tem isso?
– Ele me abandonou pela Helena! Pretendem se casar assim que o divórcio sair...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Menos
de Jairo Larroza
Desejo a você um novo ano com menos.
Menos ansiedade, menos inimizades,
menos coisas entulhando sua casa,
e menos compromissos que não acrescentam nada.
Menos hipocrisia, menos coisas no armário,
menos mágoas, menos enfermidade circulando no sangue,
menos dores de cabeça, menos traiçoeiras fantasias,
menos dúvidas sobre o que é fundamental.
Desejo a você um ano com menos.
Menos correria inútil,
menos culpa,
menos medo do futuro,
menos cumprimentos constrangidos,
menos coisas que se podem comprar,
menos dívidas, menos cobranças,
menos crítica, menos raiva,
menos vazio na alma.
Desejo a você a subtração do que faz morrer.
Desejo a você a presença incomparável do Cristo,
que nasceu, viveu, morreu e ressuscitou
para nos dar o perdão total, a vida eterna.
Tudo, menos o mal.
Desejo a você um novo ano com menos.
Menos ansiedade, menos inimizades,
menos coisas entulhando sua casa,
e menos compromissos que não acrescentam nada.
Menos hipocrisia, menos coisas no armário,
menos mágoas, menos enfermidade circulando no sangue,
menos dores de cabeça, menos traiçoeiras fantasias,
menos dúvidas sobre o que é fundamental.
Desejo a você um ano com menos.
Menos correria inútil,
menos culpa,
menos medo do futuro,
menos cumprimentos constrangidos,
menos coisas que se podem comprar,
menos dívidas, menos cobranças,
menos crítica, menos raiva,
menos vazio na alma.
Desejo a você a subtração do que faz morrer.
Desejo a você a presença incomparável do Cristo,
que nasceu, viveu, morreu e ressuscitou
para nos dar o perdão total, a vida eterna.
Tudo, menos o mal.
Maleta Viajante’ incentiva leitura e aproxima famílias
Notícia interessante em jornal da cidade de Bauru - SP:
Na comunidade do Jardim Primavera, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), a iniciativa de uma professora começou a mudar a realidade de muitas pessoas neste ano. É o projeto “Maleta Viajante”, que incentiva nas crianças o gosto pela leitura e, ‘de brinde’, aproxima pais e filhos.
Deile Barboza, professora do primeiro ano B da escola municipal de ensino infantil e fundamental “Prefeito Ezio Paccola”, deu início à ação no segundo semestre deste ano e já colhe os frutos da iniciativa. Muitas famílias incorporaram a leitura no seu dia-a-dia e até observaram uma melhora da convivência no lar.
O primeiro passo foi agendar uma reunião com os pais para explicar o projeto. Em seguida, a professora passou a sortear, três vezes por semana, uma criança para escolher um dentre os vários livros da biblioteca da escola, selecionados pela educadora conforme a idade dos alunos.
Cada criança sorteada fica dois dias com o livro, que é levado por ela para casa dentro de uma maleta colorida, decorada artesanalmente pela professora. Um lápis preto, caixa de lápis de cor, caneta azul, borracha e régua são ferramentas que complementam a pequena mala, entregue nas mãos dos pais no momento em que vão buscar os filhos no portão da escola.
A eles cabe uma missão simples, mas infelizmente pouco usual na grande maioria das famílias: reservar um momento do dia para contar uma história às crianças.
“Percebo que essa simples ação mudou a postura de alunos e intensificou a relação entre pais e filhos. Mesmo os pais que não sabem ler, têm mostrado interesse. Ouço dos alunos que eles sentam junto com alguém da casa que é alfabetizado e ouvem a história em família”, diz a professora.
E se a família não se mostra adepta à ideia, a educadora também tenta mudar essa situação: investe em uma conversa franca para explicar a importância dessa ação, que não só agrega vocabulário, aguça a curiosidade e facilita o aprendizado das crianças, como também tem o poder de colaborar com a união das famílias. “Em casa, agora sentamos todos juntos na hora da leitura”, conta Laudelice Feitosa Tomas, mãe de Sthefany, de sete anos. “É uma recordação que a minha filha vai levar para a vida inteira. Eu não tive esse momento, mas ela vai ter”.
De acordo com a professora Deile, o projeto “Maleta Viajante” também contribui para disseminar entre as crianças o senso de responsabilidade e cuidado com o livro. “Até então muitos achavam que o livro era aquela coisa bonita para ficar na estante. Hoje, a cultura é outra.”
Na comunidade do Jardim Primavera, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), a iniciativa de uma professora começou a mudar a realidade de muitas pessoas neste ano. É o projeto “Maleta Viajante”, que incentiva nas crianças o gosto pela leitura e, ‘de brinde’, aproxima pais e filhos.
Deile Barboza, professora do primeiro ano B da escola municipal de ensino infantil e fundamental “Prefeito Ezio Paccola”, deu início à ação no segundo semestre deste ano e já colhe os frutos da iniciativa. Muitas famílias incorporaram a leitura no seu dia-a-dia e até observaram uma melhora da convivência no lar.
O primeiro passo foi agendar uma reunião com os pais para explicar o projeto. Em seguida, a professora passou a sortear, três vezes por semana, uma criança para escolher um dentre os vários livros da biblioteca da escola, selecionados pela educadora conforme a idade dos alunos.
Cada criança sorteada fica dois dias com o livro, que é levado por ela para casa dentro de uma maleta colorida, decorada artesanalmente pela professora. Um lápis preto, caixa de lápis de cor, caneta azul, borracha e régua são ferramentas que complementam a pequena mala, entregue nas mãos dos pais no momento em que vão buscar os filhos no portão da escola.
A eles cabe uma missão simples, mas infelizmente pouco usual na grande maioria das famílias: reservar um momento do dia para contar uma história às crianças.
“Percebo que essa simples ação mudou a postura de alunos e intensificou a relação entre pais e filhos. Mesmo os pais que não sabem ler, têm mostrado interesse. Ouço dos alunos que eles sentam junto com alguém da casa que é alfabetizado e ouvem a história em família”, diz a professora.
E se a família não se mostra adepta à ideia, a educadora também tenta mudar essa situação: investe em uma conversa franca para explicar a importância dessa ação, que não só agrega vocabulário, aguça a curiosidade e facilita o aprendizado das crianças, como também tem o poder de colaborar com a união das famílias. “Em casa, agora sentamos todos juntos na hora da leitura”, conta Laudelice Feitosa Tomas, mãe de Sthefany, de sete anos. “É uma recordação que a minha filha vai levar para a vida inteira. Eu não tive esse momento, mas ela vai ter”.
De acordo com a professora Deile, o projeto “Maleta Viajante” também contribui para disseminar entre as crianças o senso de responsabilidade e cuidado com o livro. “Até então muitos achavam que o livro era aquela coisa bonita para ficar na estante. Hoje, a cultura é outra.”
sábado, 1 de janeiro de 2011
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