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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Final de Ano

O ano letivo chegou ao fim e, infelimente, não chegamos a fazer a avaliação final conforme pretendíamos. Alguns problemas particulares e desacertos de horários foram algumas das causas dessa falha. Mas temos certeza de que contribuímos para que nossos alunos tenham desenvolvido amor pela leitura. Isso é o mais importante no momento. No próximo ano, veremos. Embora com atraso, vai nossa mensagem de final de ano.Fazemos nossa a mensagem retirada do YOUTUBE. Um maravilhoso 2012 a todos e a todas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Afeto versus Habilidades: Escolhas para Professores

O artigo com o mesmo título desta postagem, escrito por Betty S Heathington, faz parte do livro "Incentivando o amor pela leitura". O papel dos professores ao desenvolver e manter atitudes positivas, bem como mudar as atitudes negativas de seus alunos com relação à aprendizagem, é crucial nas escolas de hoje. Embora muitos professores pareçam concordar com essa afirmação, reconhecem que não dão prioridade máxima ao incentivo de atitudes positivas em suas salas de aula.. Quando forçados a escolher entre promover atitudes positivas ou enfatizar o desenvolvimento de habilidades, sua escolha recai sobre o desenvolvimento de habilidades, acreditando que elas sejam mais fundamentais para seus alunos. Muitos estudiosos do processo argumentam que as atitudes em relação à alfabetização deveriam ser o centro do planejamento e das atividades de ensino dos professores. Huck (1973) afirma: Se ensinamos uma criança a ler, mas se não desenvolvemos o gosto dela pela leitura, todo nosso ensino é em vão. Teremos produzido uma nação de “alfabetizados analfabetos” – aqueles que sabem ler, mas não lêem (p. 203). Da mesma forma, as palavras de Smith (1983) nos lembram de onde deveriam estar nossas principais prioridades quando ensinamos os estudantes a lerem e a escreverem: A alfabetização é como barcos e telescópios: úteis, mas não restritos a fins utilitários. Ensinar a ler e a escrever como se seu uso mais importante fosse para completar declarações de renda e solicitações de emprego é como usar um telescópio como prendedor de porta (p. viii). Ele afirma ainda: A tragédia real é que leitores e escritores competentes, bem como os menos capazes, saem da escola com uma aversão perpétua por leitura e escrita, a qual eles consideram como atividades puramente escolares, como “trabalho” trivial e tedioso (p. 115). As afirmações do autor revelam a futilidade das tentativas de ensino dos professores, a menos que eles dêem prioridade às atitudes dos estudantes em relação à alfabetização. Como salientam os autores, os estudantes não serão leitores e escritores para toda a vida a não ser que os professores reforcem uma alegria pelo aprendizado em suas atividades. Para verem a alfabetização como prazerosa, os estudantes precisam estar cercados todos os dias por experiências recompensadoras na leitura e na escrita. Se forem forçados a se envolverem em atividades que consideram desnecessárias, serão levados a adotar uma atitude de aversão por aqueles compromissos e de evitar atividades literárias quando deixarem a escola. Isso não significa que um foco no afeto impedirá o desenvolvimento de habilidades. De fato, o resultado oposto deve ser alcançado com estudantes cujos professores mantêm o afeto como prioridade máxima: de acordo com o aumento do envolvimento dos estudantes em atividades de alfabetização, maiores serão suas realizações escolares. Os professores devem examinar continuamente suas crenças sobre o ensino da alfabetização. Essas crenças vieram de muitos eventos e de muitas fontes passadas: como eles foram ensinados na escola enquanto crianças; como eles foram educados para ensinar por seus professores em cursos de magistério; como eles foram treinados por seus professores monitores em escolas públicas durante seus estágios; como seus colegas ensinam; como eles aprenderam a ensinar por sua própria conta. As crenças formam a base do papel que eles desempenharão no incentivo de atitudes em relação à alfabetização. Se os professores não considerarem a esfera afetiva como o foco central ou condutor nas atividades de alfabetização, eles provavelmente não acreditarão que esse foco seja necessário. As crenças derivadas de experiências, são refletidas nos comportamentos. Portanto, os professores também precisam examinar seus comportamentos e suas práticas de sala de aula para determinar se o papel que eles desempenham incentiva atitudes positivas em relação à alfabetização. Para resumir, os papéis dos professores no incentivo de atitudes positivas em relação à alfabetização devem incluir os seguintes aspectos:  Defensores que promovem atitudes como prioridade máxima para qualquer atividade de alfabetização. As atitudes dos estudantes em relação às atividades de alfabetização, e não o desenvolvimento de habilidades, devem ser o foco do professor. Os professores precisam acreditar que todos os estudantes podem ter atitudes positivas em relação à alfabetização, independentemente de sexo, raça ou cultura.  Líderes que saibam o que é melhor para os estudantes. Os professores inteligentes percebem que as decisões que tomam influenciarão os hábitos de leitura vitalícios de seus alunos. Eles devem buscar constantemente o conhecimento que os ajude a tornar as atividades de leitura e escrita agradáveis.  Colaboradores que contam com a ajuda de outros para reforçar atitudes positivas nos estudantes. Estudantes, pais e voluntários podem ajudar os professores a planejarem atividades de alfabetização e a encorajarem os alunos, fornecendo reforço positivo.  Promotores que encontrem tempo para estimular a alfabetização e para elogiar as realizações de seus alunos. Quando os estudantes acham uma atividade de alfabetização agradável, os professores podem incentivar o prazer contínuo de alguma forma festiva na sala de aula. As celebrações do alcance de objetivos tornam-se a ênfase, não os erros de leitura e escrita dos alunos. Esses quatro papéis permitirão que os professores incentivem verdadeiramente atitudes positivas em relação à leitura e escrita em seus alunos e estimulem a leitura para toda a vida por pessoas que não apenas usem a capacidade de ler e escrever, mas também saibam apreciar aquilo que lêem.

Um passeio às Cataratas do Iguaçu

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Projeto Vivenciando a leitura - Slideshow

ELOGIE DO JEITO CERTO Por Marcos Meier*

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” . e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas. No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil. Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa. * Marcos Meier é psicólogo, professor de Matemática e mestre em Educação. Especialista na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva de Reuven Feuerstein, em Israel. Também conhecida como teoria da Mediação da Aprendizagem. Postagem realizada a partir do Blog http://ministerioforcaparaviver.blogspot.com/