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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Atitudes do Professor e Progresso da Leitura

A seguir o resumo de um dos artigos do livro Incentivando o amor pela leitura. 
"Como as Atitudes do Professor Influenciam o Progresso da Leitura", de Dwyer e Dwyer.
Não temos como saber, com certeza, o que muda a atitude ou a capacidade de leitura dos alunos, mas a atitude do professor, durante os anos escolares, influencia mais do que qualquer outro fator ou combinação de fatores. A competência para ensinar, juntamente com a atitude positiva e outras qualidades afetivas incentivam o desejo e o gosto pela leitura. 
Geralmente pensamos em reforma educacional como alguma coisa de âmbito nacional, mas ela deve ser vista mais como uma questão local e até mesmo pessoal. A aprendizagem se dá muito mais por estar o aluno em um ambiente de ensino no qual se sinta valorizado e capaz de aprender, do que por determinações do sistema educacional.
Estudos enfatizam o desenvolvimento cognitivo, mas reconhecem, também, a influência do afeto no aprendizado. Pesquisadores salientam a importância das expectativas do professor relativas ao desempenho e à capacidade de aprendizado dos alunos. 
Pesquisa sobre boas escolas e professores eficientes, realizada entre 1970 e 1985, enfatizava a importância de considerações afetivas entre professores, incluindo especificamente: 
1. altas expectativas para os alunos e para eles próprios como professores; 
2. atitudes de afeto e cuidado demonstradas aos alunos; 
3. ensino focalizado mais nas necessidades dos alunos do que no conteúdo específico; 
4. ensino altamente flexível, entusiástico e imaginativo; 
5. altos níveis de conforto pessoal durante as interações com os alunos. 
Uma pesquisa sobre ensino eficaz apontou as seguintes características do professor para obter um ensino eficaz: 
1. clareza ao apresentar instruções, expectativas e informações; 
2. capacidade de lidar flexivelmente com programas instrucionais para satisfazer às necessidades individuais dos alunos; 
3. entusiasmo pela matéria e pelo ensino. 
Esses pesquisadores constataram desempenhos consistentemente superiores entre alunos cujos professores ofereciam apoio psicológico além do apoio acadêmico. Esse apoio psicológico consistia em reforço de comportamento desejável, reconhecimento da qualidade do trabalho com ênfase às conquistas e evitação de críticas sempre que possível. 
Outra pesquisa constatou que, em escolas que avançavam rumo a uma maior eficácia, os professores demonstravam uma combinação de atitudes positivas e altas expectativas para com os alunos, boas estratégias de manejo de sala de aula e práticas instrutivas adequadas. Os pesquisadores concordam que, quando os professores demonstram atitudes positivas em relação a seus alunos, acreditando serem aprendizes capazes, os alunos, de fato, obtêm mais sucesso em suas atividades. 
Várias pesquisas comprovaram que os mais proeminentes comportamentos estimuladores dos professores para a aprendizagem dos alunos eram expressão vocal, sorriso e uma postura corporal relaxada. 
Todas essas pesquisas, e muitas outras, têm salientado as atitudes do professor como o fator mais influente na aprendizagem dos alunos. As competências dos professores, juntamente com considerações afetivas são os fatores mais importantes relativos ao aprendizado. As crianças devem experimentar o sucesso, especialmente quando estão aprendendo a ler. A aprendizagem da leitura é a experiência mais importante de crianças da escola fundamental – tão importante a ponto de determinar os níveis de sucesso ou de fracasso durante todos os anos escolares. 
“Professores positivos criam leitores entusiásticos.” 
CRVP

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Incentivando o amor pela leitura

Por que algumas pessoas leem? Por que outras pessoas que podem ler preferem não fazê-lo? Por que algumas pessoas usam a leitura como uma fonte de informação e de prazer pessoal durante toda a vida? Por que muitas pessoas cultas, após completarem sua educação formal, raramente, se é que o fazem, optam por ler por satisfação pessoal? O quanto a leitura é importante em nossas vidas cotidianas? O que as escolas deveriam fazer para promover a leitura por toda uma vida? O que os(as) professores(as) podem fazer para encorajar o amor pelo aprendizado e pela leitura? Essas são algumas das questões sobre atitudes de leitura e motivação tratadas no livro “Incentivando o amor pela leitura” de Cramer & Castle.
Embora o analfabetismo seja, sem dúvida, uma preocupação muito séria, a “aliteratura” pode ser um problema ainda maior. Aliteratura tem sido definida como uma “falta do hábito da leitura, especialmente em leitores capazes que preferem não ler” (Harris & Hodges, 1981). Pesquisas realizadas nos Estados Unidos revelam que apenas 14% dos adultos indicaram a leitura como uma de suas atividades recreativas favoritas, percentagem bastante inferior aos 21% que preferia a leitura no ano pré-televisão de 1938. 
Durante muitos anos, a idéia de ajudar jovens leitores a desenvolverem atitudes positivas em relação aos prazeres e aos valores da leitura foi um objetivo seguramente manifestado, mas com muita freqüência negligenciado, no ensino da leitura. Professores experientes em geral listam a motivação de leitura como sendo prioritária, mas, infelizmente, mesmo esses professores tem pouco ou nenhum treinamento nos aspectos afetivos envolvidos no ensino da leitura. 
O livro citado oferece artigos que representam uma ampla variedade de pontos de vista e idéias, visando a aumentar o entendimento dos educadores no que se refere à relação entre a esfera afetiva e o ensino da leitura. Todos os autores concordam com a importância da esfera afetiva e com o potencial que os professores têm no sentido de efetivamente ajudar os alunos a desenvolverem hábitos de leitura para seu prazer e seu conhecimento pessoal para toda a vida. 
Nas próximas postagens, serão apresentados resumos de alguns artigos que integram esse livro. É importante salientar que o trabalho sofreu, certamente, a influência da pessoa que realizou o trabalho. Foram colocados os aspectos considerados como mais pertinentes ao trabalho do professor, algumas vezes utilizando a linguagem do próprio texto, outras vezes, reformulando as idéias, visando adequá-la à nossa realidade. 
De qualquer forma, se você tiver a oportunidade, não deixe de ler o livro. 
Carmem Regina Vijande Pedrozo

sábado, 24 de setembro de 2011

Influência da literatura na aprendizagem

Muitos estudos têm sido realizados sobre o papel da literatura no processo de aprendizagem. No site www.dobrasdaleitura.com pode-se encontrar muitos artigos e estudos sobre o assunto. A seguir um pequeno trecho de um desses estudos. Não deixe de consultar o site: muito bom.
"Dentre as buscas, encontrou-se uma possibilidade na literatura infantil. O desenvolvimento da linguagem depende da percepção de mundo, dos estímulos às emoções e da organização do pensamento. A fusão entre as linguagens verbal, visual e simbólica presente na literatura infantil, das últimas décadas, permite estabelecer contato com diferentes signos, estimulando vários sentidos: facilita levar a criança a mergulhar dentro de si e trazer para fora todo o desejo de aprendizagem latente. A ludicidade, presente na literatura infantil, pode ser vista como ponto de ancoragem: uma porta de entrada para mobilizar a modalidade de aprendizagem. O lúdico abranda a tensão causada pelo medo de errar, de fracassar, e motiva a criança a expor-se a estímulos através do prazer e do desejo de experienciar novas descobertas e aventuras. Aliviada a resistência, o leitor tende a explorar melhor o texto e utilizar toda a capacidade investigativa possível."